Sou apenas
alguém incompreendida por tentar manter a criança dentro de mim enquanto todos
buscam crescer. A vida é tão complexa e levá-la inteiramente a sério é
transformá-la num enfado inacabável.
Faço da vida um conto de fadas, onde a mágica me transforma no que eu quero ser. Ainda consigo sonhar com cavalos voadores, fadas encantadas e uma lâmpada que realiza desejos. Sou daquelas que ainda olha para o céu , procura sua estrela da sorte e espera que ela caia para lhe fazer um pedido... que fica hipnotizada com a lua cheia e acredita que o Lobisomem pode aparecer... que espera todo Natal o presente do Papai Noel, mesmo sabendo desde os 5 anos que ele não vai poder entrar na minha casa, pois lá não tem chaminé.
Acreditar em tudo isso me faz acreditar no impossível. Coloro a vida quando me apresentam em preto e branco. Fortalece-me os sonhos que trago comigo desde a infância e consigo ter certeza que posso realizá-los. Julgam-me infantil, ridícula, louca, tola ou talvez estranha por fazer palhaçadas e adorar dormir com ursos de pelúcia... por precisar resistir diante um impulso de comprar uma Barbie ao entrar numa loja de brinquedos... por ainda ouvir músicas da Xuxa e de me emocionar com as reminiscências da minha infância. Mas não sabem de nada, inocentes!!!
Se vivessem como eu, com certeza teriam coragem para ultrapassar os obstáculos que a vida apresenta todos os dias e o mais importante, crescer com eles. Porque nessas horas que o ser humano precisa crescer ele não cresce??? Uma criança quando cai se levanta muito mais rápido do que um adulto, mesmo caindo mais vezes e chorando sempre. Posso dizer que sou assim....Caio muito, choro por demais, tenho cicatrizes de infância que jamais poderão desaparecer. Mas a cada tombo me levanto mais rápido e aprendo a caminhar melhor. Ninguém consegue imaginar a idade que essa alma de criança possui. Posso afirmar convictamente que sou um espírito infantil presente em um corpo de mulher com uma alma centenária!
Mas mesmo assim me invejam, porque meu espírito infantil me faz sorrir mesmo quando o mundo desaba sobre mim, me faz ser singular, vívida e não ter medo de ser eu. Tenho a síndrome de Peter Pan e se me obrigarem a crescer, vou perecer ao ter que viver como um adulto que já perdeu a inocência e a maldade lhe possui... adultos que já não sabem o que é sonhar, tampouco o que é amar... que trabalham arduamente como se fossem viver para sempre, que buscam tanto a riqueza que o coração se empobrece e morrem sem descobrir a verdadeira essência do viver!!!
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