sábado, 26 de outubro de 2013
DESENGANO...
Em momento de desesperança, fragilidade e aflição, descuidei do tato de percepção...
Ceguei diante tamanho sofrimento e escancararei os portões de minha fortaleza,
Para minha tristeza, permiti sem qualquer ponderação, incógnito adentrar na minha vida de emoção...
Figura de aspecto simplório, transbordando ares de genialidade,
Sob máscaras de teologia, utilizou-se de préstimos de trato fino, envoltos em atitudes comoventes com toque de cavalheirismo e esbajando presentes...
Como uma miragem parecia solução para tanta sede no oásis, mas conforme a alucinação se esvaia, a sede só crescia...
Ardilosamente emaranhou-me na teia doentia de uma mente perigosa,
Tornou-me escrava do doce veneno que em princípio adoçou meus dias e ao final me intoxicou de ressentimento e desconfiança,
Da minha honra ilibada pairou o anseio de represália infindável, transformando uma essência sábia repleta em improbidade...
Incutiu-me a mágoa depascente, refletindo atitudes temperamentais de uma sensibilidade oriunda e um tanto proeminente...
Então a camuflagem se dissipou em meios de aleivosias, perfídias e devassidão,
Ser incapaz de semear o amor, o respeito e a cumplicidade,
Ser de atração da discórdia, do rancor e da fatalidade...
Serpente peçonhenta com formato angelical,
Artista em simular sua verdadeira identidade...
Só quem foi vítima de tal ser pode sentir a frustração de conhecer a fundo como o homem tem o poder da iniqüidade nas mãos...
Não o subestime, consegue envolver o mais aclarado e aniquilar os tênues de personalidade...
Todavia, meu âmago é de alicerce sólido, abala, porém, se mantém cravado nos meus preceitos,
Não será um projeto do mal a me subjugar, no coração de uma mulher existem mais magnitudes e subterfúgios que se possa arquitetar...
A ingenuidade que me defraudaste um dia será seu leito eterno de desassossego nas noites desoladas,
E a minha dignidade acutilada será seu pranto de angústias arrastadas...
Nesta minha trajetória o sujeito indeterminado não será mais percalço, um fulgor retorna a me abrilhantar, já não há mais espaço para sofrimento me apoquentar, estas coisas já cessaram,
O desengano ao desconhecido agora é passado abandonado...
(by Ingrid Rayane)...
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