quinta-feira, 8 de maio de 2014

Paixão Quinzenal





E lá vou eu novamente
Na madrugada varada
Escrever cantigas
De paixão frustrada,

Deu-me a lua crescente
Sem saber que a romântica inconseqüente
Tem fascínio pujante
Pelo corpo chamejante ,

Paixão repentina
De lastro devaneio
Aclamada na toxina do sexo libertino
E do prazer por anseio,

Prazer intenso
Mais profundo de alma do que de carne
Parece carma de um passado desconhecido
Seres que jazem no desencontro do findo extenso,

Um dia o furor desmotivado
Trincou o vaso plantado a semente
Ceifando-a na esperança piegas de um amor complacente
Desvendando um alguém tão emaranhado nos próprios receios
Cativo do ultrajar e desprovido de desvelos,

Assim mitigou a flama hostil
Que usurpou minhas veias
Ferveu o meu sangue
E queimou meu peito
Reacendida no local inóspito
Que escondia a pueril acalmada
E a inspiração para prosas floreadas,

Ardor proveniente do nada
Que marcha para o nada
Enternecedor que ainda é tudo
Em mim o brado por amor provençal


De uma avassaladora paixão quinzenal ...

Nenhum comentário:

Postar um comentário