domingo, 31 de julho de 2011

Para minha nova paixão!!!




Tu és minha perdição mais tentadora

Minha fonte avassaladora de pecado imaculado
O fruto proibido mais doce de se comer
Maldição nunca antes desejada.

Nos teus braços, amassos, deixo-me envolver
Como uma criança que busca a proteção
Como uma mulher que cobiça a paixão.

Em cada olhar, um mistério indecifrável
Em cada soar de voz ao ouvido, um delírio a me arrepiar
Em cada abraço apertado, um rombo a me atormentar
Em cada gesto de carinho, estrago irreparável em uma alma que tanto deseja se entregar.

No teu beijo molhado provo o mel amargo a me levitar
No teu leito, couto perfeito para o coito insaciável
Corpos tão atrelados no prazer e tão desvairados na excitação de se amar.

No ímpeto da fissura do jogo da sedução infindável
Somos apenas dois seres entregues na rendição do anseio de desfrutar intensamente dessa louca atração.

Mas tudo de repente se perde na despedida imperativa do adeus elusivo
Na distância, a realidade aborda um sentimento já não mais inofensivo,
Traz a graça da chama viva do fogo a me alimentar e o sufoco em um peito que não podia mais amar
Fico presa na esperança de um inesperado telefonema a me dizer apenas um obrigado por mais um momento belo.

As noites sem ti são as piores inimigas de um coração carente e as melhores cúmplices da minha inspiração complacente
Busco-te em cada nota musical, em cada verso de poesia, em cada rima do poema e assim, te transformo em canção.

No meu castelo angelical aprecio com alegria a lembrança dos bons tempos usufruídos
Substituídos pela profundidade da recordação que sempre insiste em trazer teu cheiro
Perfume a me embriagar
Essência a me enfeitiçar.

Ah! Puderas, quiseras que fosses só meu
Não desperdiçaria nem um só instante na busca incessante em fazer-te o homem mais amado
Serias mais que um príncipe encantado
Serias eterno rei
Ao meu lado todos os dias terias reinado.

Da janela pude te ver no brilho da estrela
No luar cheio incandescente fiz o meu pedido a Deus
Que abonasse o dom da conquista a uma simples idealista que sonha em tão somente amar e ser amada.

Creio que minha súplica foi veementemente em vão
Sinto-me impotente, sem o controle da situação
Como uma vela ao vento que procura te agarrar
Mas que tão logo, te sinto escapar entre meus dedos sem nada poder fazer
Segredos jamais revelados, combates talvez inalcançados.

Temo o futuro incerto de um amor que ainda não és meu
Que talvez nunca sejas meu
Liberto-me ou me consolo em viver essa repleta paixão
Na entrega completa de uma alma de mulher
Ser infinitamente tua até que teu amor me descubra na imensidão do teu desejo mais oculto

Mesmo que espere na eternidade obter a incondicional felicidade!


(Ingrid Rayane)

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